DIÁRIO DE CUIABÁ

Em nota, Gaeco repudia as declarações do cabo

quinta-feira, 19 de outubro de 2017, 10h14

Da Reportagem

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Mato Grosso (MPE) repudiou às declarações do cabo da PM Gerson Correa que acusou o ex-coordenador do Gaeco, Marco Aurélio, de ter solicitado uma "estória cobertura" para investigar o ex-deputado José Riva e o ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Por meio de nota, o Gaeco disse que "repudia qualquer tentativa de envolvimento de Promotores de Justiça que integram ou integraram o Grupo no escândalo dos grampos.", afirma a nota.

"Em respeito à decisão do Ministro Mauro Campbell Marques, proferida no dia 11/10 e amplamente divulgada, avocando as investigações para Superior Tribunal de Justiça, se limita a afirmar que o procedimento adotado quanto à proteção da integridade física e da vida da magistrada Selma Rosane Santos Arruda, uma das protagonistas no enfrentamento à criminalidade organizada deste Estado, fora cumprido com total respeito à lei", complementa a lei.

O Gaeco também disse que "estranhou" o depoimento do cabo Gerson após "a decisão do STJ, requisitando toda a investigação", diz outro trecho. Apesar desta declaração, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos, só foi oficialmente notificado da decisão do STJ depois das 16 horas da última segunda-feira (16).

Conforme o Diário apurou, assim que recebeu a notificação, o TJ solicitou do desembargador Orlando Perri e dos delegados Ana Crsitina Feldner e Flávio Henrique Stringueta, que devolvessem todos os processos investigatórios. Acontece que Feldner e Stringueta só foram notificados às 19h54, enquanto o depoimento do cabo Gerson Correa tinha se encerrado às 19h25. Todos os ofícios e notificações foram remetidos juntos com os processos ao STJ. (PR)

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