Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

MPGO: A partir de representação do MPGO, Justiça mantém internação de adolescente suspeito de envolvimento em caso de homicídio qualificado em Rialma

quinta-feira, 21 de agosto de 2025, 17h10

 

Acolhendo representação oferecida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), a Justiça manteve internado provisoriamente um adolescente de 15 anos, suspeito de cometer ato infracional análogo a homicídio qualificado por motivo fútil e mediante promessa de recompensa, em Rialma. A decisão foi proferida durante audiência de apresentação realizada na última terça-feira (19/8).

 

O representado é suspeito de matar Aldessio Assis de Oliveira, conhecido como Totó, no dia 16 de agosto deste ano, com o auxílio material e moral de um outro jovem, maior de idade.

 

De acordo com a representação oferecida pelo promotor de Justiça Reginaldo Boraschi, o maior possuía dívida em dinheiro com traficante de drogas não identificado, que propôs a quitação do débito caso Aldessio fosse morto. O rapaz, então, aceitou a proposta criminosa e convidou o menor para, juntos, matarem a vítima, o que foi prontamente aceito pelo representado.

 

A representação aponta ainda que, no dia dos fatos, por volta do meio-dia, os dois se deslocaram até a residência de Aldessio, em frente ao Cemitério Municipal de Rialma, utilizando uma motocicleta. Na ocasião, o adolescente adentrou o imóvel, onde entrou em luta corporal com a vítima. Após o embate, o menor retornou até a motocicleta e recebeu do maior a arma de fogo. Assim, ele voltou ao interior da casa e matou Aldessio. Na sequência, o adolescente e o maior fugiram.

 

Com o uso de imagens de câmera de segurança, a polícia conseguiu encontrar o maior em um bar, em Ceres. Abordado, ele confessou os fatos e indicou a participação do adolescente, que foi apreendido em Rialma ao tentar se esconder no banheiro da casa de seu pai.


Durante a audiência de apresentação, o juiz manteve a medida de internação provisória, acolhendo manifestação do promotor de Justiça Reginaldo Boraschi.

 

O magistrado fundamentou a decisão na gravidade do ato infracional, que se equipara ao crime de homicídio qualificado mediante uso de arma de fogo, praticado em contexto de violência acentuada e relevante repercussão social. Nova audiência sobre o caso foi marcada para o dia 1º de setembro de 2025, às 16 horas. (Texto: Mariani Ribeiro/Assessoria de Comunicação Social do MPGO)

 

 

FONTE: MPGO


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