Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

GAZETA

MPE solicita mudança de oitivas para Cuiabá

sexta-feira, 02 de fevereiro de 2018, 10h43

ELAYNE MENDES
DA REDAÇÃO

Após testemunhas da “Chacina de Colniza” serem ameaçadas e uma chegar a ser perseguida por seis homens que dispararam nove tiros contra ela, Ministério Público Estadual (MPE) solicitou à Justiça que oitivas sejam realizadas em Cuiabá. Ameaças já vinham sendo feitas desde abril do ano passado, mesmo mês em que nove homens foram executados na zona rural de Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá), região de conflito agrário.

O pedido foi feito pelo promotor de Justiça Willian Oguido Ogama Léo Antônio Fachin, no último dia 30, durante audiência, na Vara Única de Colniza. De acordo com ele, dois homens que vêm colaborando com a Justiça desde a chacina entraram em contato com o MPE, informando que da última vez que a testemunha O.A. foi à cidade, dispararam nove tiros contra ela, motivo que fez a pessoa ficar escondida durante cinco dias. “Informou também que não registrou a ocorrência em razão de que quando prestou depoimento lhe havia dito que daria proteção”.

A testemunha E.P.P. também relatou estar sofrendo ameaças e, por isso, o Ministério Público requereu que “seja designada a oitiva de O.A. e E.P.P. na Comarca de Cuiabá em tempo hábil para que a acusação possa avisá -los, uma vez se encontram escondidos, mencionando apenas que entraram em contato em breve, se comprometendo, a acusação desde já em cientificá-los da data a ser designada para intimar a defesa para o ato”, diz trecho do pedido.

Após o pedido feito pelo promotor, advogados dos acusados enfatizaram repúdio ao contato direto do MPE junto às testemunhas, “fazendo afirmações que induzem no processo ao entendimento de que esteja havendo ameaças a testemunhas, sendo que, embora, o MP não identifique os réus como causadores de supostas ameaças, certamente isso induz o Juízo a pensar de forma diversa”. Advogados dos acusados enfatizaram que a exposição de ameaças às testemunhas “é altamente maléfico às defesas, causando a todo instante a reiteração do entendimento de que as prisões devem ser mantidas sob o suposto manto de proteger testemunhas, o que se quer registraram dessa suposta tentativa de agressão com arma de fogo”.

Contrariando o pedido do MPE, a defesa dos acusados ressalta que as testemunhas possuem endereço conhecido em Machadinho D’Oeste (RO), para onde já foi deprecada suas outivas e, portanto, lá as mesmas devem ser escutadas. “Havendo dúvidas quanto a tranquilidade para deporem devem se valer dos órgãos de segurança de Rondônia”. Os advogados pediram ao magistrado que o pedido do MPE fosse indeferido.

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