MPDFT quer mais controle no estoque de medicamentos para intubação
segunda-feira, 17 de maio de 2021, 08h33
Documento encaminhado ao Iges-DF e à SES também recomenda providências para aumento de capacidade para realização de diálises em leitos de UTI. Medida foi adotada após inspeção feita no Hospital de Base nos dias 20, 22 e 23 de abril
A força-tarefa de enfrentamento à Covid-19 do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou à Secretaria de Saúde (SES) e ao Instituto de Gestão Estratégica (Iges-DF) a adoção de rotina para acompanhamento do estoque de insumos e medicamentos usados em procedimentos de intubação e na manutenção de pacientes em terapia intensiva.
A recomendação, expedida nesta quinta-feira, 13 de maio, é resultado de inspeção realizada por integrantes do MPDFT no Hospital de Base (HBDF) e de relatório técnico sobre o estoque de insumos e medicamentos na SES e no Iges-DF.
Diante do que foi verificado pela equipe do MPDFT, como a escassez de remédios e de equipamentos de proteção individual, a força-tarefa recomendou que a SES e o Iges-DF reavaliem a metodologia usada para calcular a duração dos estoques de insumos e medicamentos utilizados para intubação e para manter pacientes com Covid-19 em terapia intensiva.
O cálculo atual considera o gasto médio de cada droga em um cenário ideal, quando todas as medicações estão amplamente disponíveis, e não condiz com a realidade. A força-tarefa recomenda que seja avaliada a possibilidade de considerar para o cálculo a média de consumo dos medicamentos nos últimos três a sete dias.
O Iges-DF e a SES também devem melhorar os mecanismos de fiscalização e distribuição dos medicamentos, além de formalizar a prática de “empréstimo” para minimizar o risco de desvios.
O MPDFT pediu ainda providências para o aumento da capacidade de diálise nos leitos UTI do HBDF, incluindo recursos humanos e equipamentos, para atender as necessidades de todos os pacientes internados que necessitam desse suporte.
Os números divulgados pela sala de situação indicam os leitos de UTI que têm pontos de diálise. No entanto, como o número de máquinas disponíveis para o procedimento é bem menor, a quantidade de pacientes efetivamente atendidos não corresponde à de leitos com diálise informada pela SES.
Fonte: MPDFT