Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

RESÍDUOS

Comissão aprova projeto que obriga Anvisa a fiscalizar uso excessivo de embalagens plásticas

por Agência Câmara de Notícias

quarta-feira, 30 de junho de 2021, 13h07

Medida atinge embalagens de cosméticos, perfumes, cigarros e produtos de higiene pessoal

 

A Comissão de Seguridade Social e Família  da Câmara dos Deputados aprovou no dia 16/06 proposta que obriga a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a regulamentar, controlar e fiscalizar o uso excessivo de plásticos descartáveis em embalagens de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal e fumígeros (cigarros, cigarrilhas, charutos, etc).

 

A lei vigente, que criou a Anvisa, já submete ao controle e fiscalização da agência o conteúdo dessas embalagens.

 

Relatora no colegiado, a deputada Flávia Morais (PDT-GO) demonstrou preocupação com o uso excessivo de plásticos polímeros em embalagens. “Um levantamento realizado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) analisou a relação com o plástico em mais de 200 países e apontou que o Brasil produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico por habitante a cada semana”, disse.

 

Audiência Pública - Debater sobre PL 6330/19 que altera a Lei 9656/98 (tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral pelos usuários de planos de assistência à saúde). Dep. Flávia MoraisPDT - GO
Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Flávia Morais retirou do projeto menção aos rótulos dos  produtos

 

A relatora defendeu a aprovação do Projeto de Lei 5618/19, do deputado Mário Heringer (PDT-MG), na forma de um substitutivo. O novo texto, de maneira geral, promove apenas mudanças de redação.

 

Flávia Morais, no entanto, fez questão de esclarecer por que deixou de fora a previsão original do projeto de obrigar a Anvisa a atentar também para os rótulos. "Considerando que a proposição tem o escopo de regular não os dizeres de rotulagem, mas o material em si, o objetivo já estaria contemplado quando tratamos das embalagens”, disse.

 

Tramitação

A proposta será analisada ainda, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias


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